CERIMÔNIA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS HOMENAGEIA 65 ANOS DA UBES

marca_ubes-02
A sessão contará com a presença de ex-presidentes da entidade secundarista e representantes de entidades dos movimentos sociais, que na ocasião, participarão do lançamento do selo dos Correios comemorativo aos 65 anos da UBES
Acontece na próxima quinta-feira (5/9), a partir das 15 horas, no plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados em Brasília, sessão solene que homenageará a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. A entidade máxima de representação dos estudantes do ensino fundamental, médio, técnico e pré-vestibular no Brasil completou 65 anos no início do segundo semestre de 2013.
A sessão que marca a abertura do 14º Conselho Nacional de Entidades Gerais da Entidade da UBES também será o ato de lançamento do novo selo dos Correios e do carimbo oficial que prestará homenagem à entidade. Estarão presentes os ex-presidentes do movimento secundarista brasileiro que protagonizaram importantes momentos da história do país à frente da UBES, assim como representantes dos movimentos sociais que prestarão suas homenagens.
“Chegamos aos 65 anos com a irreverência de quem sempre esteve nas ruas lutando não só em defesa da educação, mas também pela construção de um novo país. Comemoramos todas as vitórias até aqui, selada pela maior delas que foi a conquistas dos royalties para educação”, comenta a atual presidente da UBES, Manuela Braga.
A UBES foi fundada em 25 de julho de 1948, quando os estudantes já começavam a se organizar no interior das escolas por melhorias na educação. A formação do movimento secundarista data mobilizações desde a década de 30 com a Revolta dos Bondes no Rio de Janeiro e a campanha “O Petróleo é Nosso”, em defesa da riqueza natural.
Depois de 65 anos, desde a sua fundação, a UBES já extrapolou as barreiras das salas de aula, em lutas como o Passe Livre Estudantil nos transportes para combater o absenteísmo nas escolas e garantir o acesso a esporte, lazer e cultura; contra o neoliberalismo, o enfrentamento à ditadura militar pela democracia, os Caras Pintadas que derrubaram o presidente corrupto, Fernando Collor de Melo; contra o neoliberalismo, reserva de vagas, Estatuto da Juventude e investimentos em educação que fomentam em suas gerações herdeiras as históricas bandeiras na voz de uma juventude combatente. “Apesar de sabermos que temos muitos desafios pela frente, é nesse espírito de construção de um novo Brasil para todos e todas que vislumbramos os próximos dias de luta que virão”, comentou Manuela.

“ELEIÇÕES LIMPAS” AVANÇA EM CAMPANHA PARA MUDAR O SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO

Eleicoes_Limpas

Para ser aceito no Congresso Nacional, é preciso que o projeto obtenha 1,6 milhão de assinaturas

Dois meses antes das eleições, o Conselho Federal da OAB e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), mesmos autores do Ficha Limpa, realizam ação de mobilização popular que propõe uma reforma política no atual sistema eleitoral do país.
Chamada de Eleições Limpas, a campanha busca por assinaturas físicas e eletrônicas para o fim das doações de empresas a campanhas, limite aos gastos, criminalização da prática do caixa dois e estabelece eleições proporcionais em dois turnos.
“Vamos mudar a forma de fazer política. Que tal, começarmos por uma verdadeira reforma política? Assinem e divulguem o projeto de eleições limpas!”, aconselha Manuela Braga, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).
Para ser aceito no Congresso Nacional, é preciso que o projeto (acesse aqui o documento proposto) obtenha 1,6 milhão de assinaturas, e isso até outubro deste ano para valer nas eleições de 2014.

ELEIÇÕES LIMPAS, FAÇA PARTE DA CAMPANHA

Para apoiar a proposta de Reforma Política por iniciativa popular, a adesão à campanha pode ser feito eletronicamente através do preenchimento de formulário no sitewww.eleicoeslimpas.org.br.

ENTENDA MAIS

A iniciativa aponta que, depois de combater as consequências da corrupção (os corruptos), chegou a hora de atacar as causas da corrupção: o atual sistema eleitoral e seu financiamento. O Sistema Eleitoral vigente é o mesmo desde 1932. Por não ter sido atualizado, trouxe até os nossos tempos os problemas de uma cultura política personalista, clientelista e incompatível com o século XXI. Os principais problemas do atual sistema são:
- O personalismo (A figura do candidato vale muito mais que a ideologia que representa);
- Muitos candidatos e poucas propostas (Nas últimas eleições para Deputados e Vereadores o número de candidatos foi de cerca de 486 mil e esse número cresce a cada ano. Entretanto, apesar da alta quantidade de candidatos, o que se observa são poucas propostas concretas ou projetos de interesse da sociedade);
- Caro (Dados oficiais demonstram que, desconsiderando o “caixa dois”, foram gastos cerca de R$ 4,9 bilhões nas eleições passadas, isso sem levar em consideração o fundo partidário e as isenções fiscais concedidas pelo governo. Deste valor, 95% provêm de empresas (bancos, empreiteiras), as quais recebem 8,5 reais em contratos públicos para cada real investido. Está ai, no financiamento de campanhas por empresas, a raiz da corrupção. E o pior, o custo das eleições crescem todos os anos. Desde 2002, o custo final subiu 471%, enquanto que a inflação neste mesmo período foi de 78%);
- Estimula a transferência de votos (Os eleitores pensam que estão votando nas pessoas, mas, na verdade, estão votando na chapa. Por esse motivo, candidatos com um grande número de votos acabam elegendo outros candidatos da mesma chapa);
- Criminalização do uso da internet e das redes sociais (Um simples post pode gerar multas milionárias para os usuários. O cerceamento da liberdade de expressão atinge especialmente os profissionais que trabalham com blogs, redes sociais e até mesmo aqueles que simplesmente querem utilizar a internet como um espaço para debates e para o amadurecimento as propostas).

ENTIDADES ASSINAM MANIFESTO E REFORMA POLÍTICA AVANÇA

reforma_politica


Na sede da CNBB, em Brasília, UBES assina documento e vai agora coletar assinaturas
Mudar a política para mudar o Brasil. Essa é mensagem que unifica a partir de agora mais de 100 entidades e organizações da sociedade civil brasileira, como a UBES, UNE, MST, OAB, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Unidas em torno da “Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas”, as entidades assinaram na tarde da terça-feira (3/9), em Brasília, na sede da CNBB, um manifesto com o objetivo de alcançar 1,5 milhão de assinaturas e colocar em votação no Congresso o projeto de iniciativa popular da reforma política.
Muitas das entidades presentes ao ato político já estiveram juntas em outros períodos importantes que mudaram a história do Brasil, como na resistência contra a ditadura militar e na redemocratização brasileira. Agora, elas se reúnem novamente para analisar a atual conjuntura político-social do país, especialmente, após o ciclo de lutas aberto pelas manifestações de junho.
A CNBB, entidade que ao lado dos estudantes combateu a ditadura militar, acredita que com a unidade de todas as entidades, a coleta de assinaturas não será problema. “Precisamos explicar para a população os pontos de nossa proposta. Se soubermos passar bem o objetivo dessa grande campanha para a população brasileira , já que há uma indignação com a forma como vivemos a política em nosso país, conseguiremos mais que 1,5 milhão de assinaturas”, confia dom Joaquim Mol Guimarães, da Comissão da CNBB que acompanha a reforma política. “Não estamos fazendo uma reforma contra os políticos, mas à favor da política deste país”, completou.
Para a presidenta da UNE, Vic Barros, desde a campanha das “Diretas já”, nunca houve um momento tão favorável para o Brasil convergir as forças dos movimentos sociais e debater mudanças em seu sistema político.
“Se naquela época o que estava em jogo era a retomada de eleições diretas, hoje o fundamental é afastar destas mesmas eleições a influência do poder econômico e fazer com que os mandatos eletivos se voltem exclusivamente para os interesses populares e não para as vontades de uma elite minoritária”, destacou a estudante.
Para o presidente da OAB, Marcus Vinicius, enquanto o projeto do Ficha Limpa, que proibiu candidatos com dívidas na justiça de assumirem cargos público, atacou as consequências, o Eleições Limpas cuidará das causas que prejudicam o sistema político no Brasil.
“Queremos uma reforma que melhore a atividade política em nosso país e o nosso sistema político. Essa é uma reforma que vem ao encontro da democracia, que reafirma os valores democráticos”, defendeu o representante da OAB, entidade que tem prestado importante serviço protegendo os manifestantes dos abusos policiais nos recentes protestos.

A REFORMA POLÍTICA QUE OS ESTUDANTES QUEREM

Financiamento democrático das campanhas – A corrupção tem suas raízes nas relações pouco claras que são estabelecidas nas eleições. 98% do dinheiro das campanhas vem de empresas, sua maioria empreiteiras. Ao financiar os políticos as empresas impõem seus interesses privados, gerando poderosos lobbies e bancadas corporativistas nos parlamentos brasileiros. Além disso, embora todos sejam livres para ser candidatos, o peso do dinheiro nas campanhas faz com que muitos não possam se apresentar aos eleitores, enquanto outros se apoiam em robustas campanhas de marketing com pouco foco na discussões mais importantes do nosso País.
Participação popular – A UBES e a UNE defendem uma reforma que amplie os espaços e canais de democracia direta e participativa, como conferências, conselhos consultivos e deliberativos, da sociedade civil, fóruns, seminários, plebiscitos, referendos, projetos de lei populares, mais mecanismos de transparência, e acompanhamento das atividades políticas do Brasil. É importante ainda garantir mais participação da mulher, maioria da sociedade, e minoria absoluta em prefeituras, governos estaduais e de Congresso Nacional.
Combate à corrupção – Para enfrentar a corrupção é necessária uma reforma que privilegie projetos, ideias, e não interesses individuais. O projeto que a as entidades estudantis defendem limita o personalismo, levando as pessoas a escolherem programas e ideologias, ao invés de permitir que alguns poucos tenham poder e influência para tirar proveito próprio. É necessário um sistema que não apenas condene as práticas de corrupção, mas que previna e impeça que políticos corruptos cheguem ao poder.
De Brasília, Rafael Minoro
Do site da UNE

Logomarca da UMES 30 Anos


A batalha da Gaspar Viana - Quarta feira Sombria



Manchete do jornal “Aprovíncia do Pará”

Os primeiros anos da era FHC provocaram intensas mobilizações em Belém.  Eram passeatas contra a revisão constitucional, contra as medidas provisórias sobre mensalidades escolares, contra a venda da Vale do Rio Doce etc. Em uma destas manifestações, no dia 10 de maio de 1995, ocorreu uma das piores batalhas entre estudantes X polícia que se tem informação na história política paraense.
Nós éramos uns 5 mil estudantes, de escolas públicas, técnicas e particulares, secundaristas e universitários.  Nos concentramos como tradicionalmente, no Conjunto Arquitetônico de Nazaré – CAN, e de lá, às 15h, partimos rumo a sede do Ministério da Fazenda, localizado na rua Gaspar Viana, no Centro da cidade. A passeata, organizada pela UMES, UNE e UBES, no meio do caminho ganhou a adesão de partidos políticos como PT, PSB, PCdoB, PSTU, além das centrais sindicais como CUT E CGT.


Tropa de choque empurra a turma para dentro, enquanto um outro pelotão, invade por trás e empurra a estudantada para fora. Foto do Jornal “O Liberal”. Fotógrafo: Paulo Amorim.

A passeata seguiu, os ativistas gritavam palavras de ordem como: “Fora daqui, o FMI” e “FHC, presta atenção, estamos na rua pra salvar a educação”. Pelo volume da manifestação, muitos carros de som intercalavam a massa, o carro principal, um trio elétrico de propriedade de Bento maravilha, recebia os oradores. Dirigentes sindicais, líderes estudantis e políticos se revezavam. O então deputado Babá, do PT, era um dos políticos no carro de som.
Quando chegamos à Rua Gaspar Viana, às 17h, duas viaturas da tropa de choque já nos aguardavam. Como a rua era estreita, enquanto o caminhão tentava se posicional em frente ao prédio do Ministério da Fazenda, um grupo grande de estudantes meteu o pé na porta de vidro e invadiu o prédio. Em questão de segundos, a manifestação perdeu o controle. Centenas de estudantes ocuparam o hall de entrada, revirando tudo, subindo em mesas, batendo no teto.
No caminhão de som, dirigentes da UNE tentavam acalmar a multidão enfurecida. Na tentativa de recuperar o controle do ato, Sílvio, Rita, Ivélise, Pezão e eu entramos no prédio, pedindo calma, tentando organizar uma comissão para apresentar nossas reivindicações ao MF.
Não foi possível, não deu tempo. No momento em que iniciávamos o diálogo, a tropa de choque entrou pelos fundos do prédio, com um outro pelotão se insinuando pela porta de entrada, encurralando os cerca de 500, 600 estudantes. A partir dali, o que se viu foram cenas de barbarismo, selvageria e crueldade. O choque passou a empurrar todo mundo, batendo com escudos e cassetetes. Os estudantes que estavam do lado de fora, vendo a selvageria da PM, passaram a atirar pedras contra o prédio, que tinha em sua estrutura externa centenas de vidros.


Seta superior: Sílvio Santos, presidente da UMES, apanha da PM. Seta Inferior: Manuella, diretora da UMES.

Na hora da evacuação, dezenas de estudantes tropeçaram, sendo pisoteados por outros. Outra leva de estudantes arremessou cadeiras contra as paredes de vidro para poderem sair do local.  Do lado de fora, a situação não era melhor, mobilizados pelo comando da PM, A Companhia de Operações Especiais – COE,  o Batalhão de Choque e o 2º Batalhão de Polícia militar passaram a caçar os estudantes, lançando bombas de gás lacrimogêneo e atirando com metralhadoras.

Praça de Guerra, Praça da República, governo Almir Gabriel

Sirenes de ambulâncias e viaturas policiais tocando pra todos os lados davam mais tensão à barbárie. Os manifestantes tentaram se dispersar na Praça da República mas a PM não deixou, caçando-os violentamente, correndo com armas em punho, gritando, dando socos. Mais bombas e tiros foram disparados, inclusive de escopeta. Transeuntes, pessoas nos pontos de ônibus e até cidadãos que estavam na porta das Lojas Americanas apanharam da PM. Um casal de vendedores de artesanato foi agredido, a mulher, grávida, tomou chute, os dois foram levados presos, deixando seu filho de aparentemente 3 anos de idade vagando sozinho na praça. Um estudante preso, ao ser jogado dentro do camburão, sofreu lesão na cabeça ao ter o vidro da viatura quebrado com o impacto do fechamento da porta. Um barbarismo total!
Por volta das 18h até o batalhão de trânsito se juntou aos policiais e passou a caçar os manifestantes. Formando um curral, a PM fechou com cerca de 10 viaturas a Gama Abreu, esquina com a Presidente Vargas, com o intuito de impedir que os estudantes fugissem através da Avenida Nazaré. O barbarismo da PM de Almir Gabriel foi um choque para a sociedade. A violência policial de seu governo se igualou às polícias de Jader e Gueiros, uma calamitosa vergonha!


José Resende: traumatismo craniano

O saldo da batalha da Gaspar Viana: mais de 20 estudantes presos e dezenas de feridos. O estudante José Resende sofreu traumatismo craniano e seu estado era considerado grave pela direção do pronto Socorro municipal. O caso da violência policial teve gigantesca repercussão, destaque no Jornal Nacional, Jornal da Globo e nos jornais impressos da capital e da grande mídia do sudeste do brasil. Os estudantes Leonardo Condurú (UNE) e Rony Santos (DCE UFPA) foram presos e encaminhados para a sede da polícia Federal, localizada na Almirante Barroso. Ambos foram processados pela depredação do prédio do Ministério da Fazenda.
Após a batalha campal, parte da direção da UMES correu hospitais para ver a situação dos estudantes feridos e uma outra parcela formou comissão e se deslocou às redações dos jornais, para esclarecer  à população o que realmente ocorreu naquela quarta-feira sombria.

Relato: Jairo Costa

Fonte: blog de Jairo Costa

Homenagem aos 30 anos da UMES

VEM AI O SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO DA UMES



Enquanto o Brasil avança na educação, com programas como o Prouni ( Programa  Universidades para Todos ), Reuni ( Política de extensões das universidades e institutos Federais ), Pronatec (Programa que levará milhares de jovens e adultos a se profissionalizarem no País), Fumdeb – Fundo de manutenção e desenvolvimento da educação básica , e entre  outras medidas que foram desenvolvidas para a evolução da educação básica e superior do Brasil.

É imprescindível destacar que, de todas as etapas, a partir da emenda constitucional 59/2009, que integram a educação básica, o ensino médio é aquela que apresenta, ao lado da pré-escola, em termos de Brasil, as piores taxas de escolaridade líquida, posto que, de acordo com dados do PNAD/IBGE 2009, apenas 50,90% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam matriculados no ensino médio.

Se a análise partir apenas para o estudo dos indicadores da mesma fonte relativos à
região Norte, o cenário ainda se agrava, pois a escolaridade líquida do ensino médio nessa região é de apenas 39,10% desses jovens regularmente matriculados nesse nível de ensino.

Também em relação ao aspecto qualitativo, a preocupação com o ensino médio é grande, pois analisando o IDEB do Estado do Pará, temos que a nada audaciosa meta de nota 3,1 em 2011 não foi alcançada, sendo que o desempenho dos estudantes, segundo tal indicador, involuiu de 2009 para 2011, tendo como resultado a nota 2,8.

Neste contexto, levando em conta as responsabilidades dos sistemas de ensino, cabe ao Movimento estudantil do Estado do Pará capitanear uma ampla discussão com os estudantes, com o objetivo de debater o ensino médio regular e integral, o ensino Tecnico e todas as modalidades educacionais, e de propor medidas inovadoras para a melhoria de seus resultados.

Nós estudantes, não podemos ficar calados diante de tanto descaso  perante a educação. Por isso a UNIAO METROPOLITANA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS – UMES, Convoca o SEMINARIO DE EDUCAÇÃO, no Mês de Dezembro, para construir numa visão estudantil uma plataforma educacional para nossa Região Metropolitana e para o Estado do Pará.

União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas.

POR UMA UNIVERSIDADE SIM! DE ACESSO A TODOS!










UNIFESSPA JÁ !!!!!!!!

O que queremos? Uma Universidade? Isso é muito?
Muitos nos criticam...
Outros nos elogiam...
Mas difícil é vestir a camisa e deixar hipocrisia de ladinho e vir à luta...
Muitos dizem que somos confusos e que não sabemos o que queremos...
Estes estão muito enganados... Sabemos muito bem o que queremos...
E sabemos bem como questionar nossos políticos...
Hoje vivemos um DILEMA... E ai essa universidade vem ou não vem?
E lhes dizemos mais, isso não é deputado A ou B, ou até mesmo o prefeito novo ou velho, quem diz o que quer é a sociedade, se a sociedade decidir e lutar por isso ela obterá seu objetivo.
 QUAL O NOSSO CENÁRIO HOJE?
Podemos dizer que já estamos com dois anos de luta em pró de uma universidade e que já obtivemos muitas conquistas? Vejamos...
1. UFRA- Já estava instalada no município com o curso de zootecnia e com a promessa de torna-se um campus tanto em quantidade de cursos como em sua estrutura física.
2. Instituto Federal do Pará (IFPA) – em fase de implantação, o governo federal ao anunciar o projeto piloto da UNIFESSPA-UNIVERSIDADE FEDERAL SUL E SULDESTE DO PARÁ, exclui Parauapebas do projeto piloto e nos dar o IFPA, justificando hora que já temos a UFRA, hora porque somos muito próximo de Marabá.
3. UEPA- Com o tom de discursão que tomou conta de Parauapebas, fomos convidados por lideres políticos a lutar por cursos da UEPA aqui no município, conquista essa que sempre foi uma luta paralela ao debate de uma Universidade Federal, uma não anula a outra.
4. UFPA- Como surge essa discursão?
Com as dificuldades de se aprovar um campus da UNIFESSPA para Parauapebas em 2012 e sabendo que a UNIFESSPA é o desmembramento da PRÓPRIA UFPA, foi sugerido pelas autoridades politicas que fosse criado um núcleo da UFPA, e com a estruturação que o município daria juntamente com a VALE posteriormente esse núcleo viria se tornar um campus.
 MAS QUE CAMPUS?Como a UNIFESSPA É o DESMENBRAMENTO DA UFPA, e campus é necessário ter um mínimo de 05 cursos, o período de implantação de cursos seria o tempo de aprovação do projeto GERAL DA UNIFESSPA no Distrito Federal. Dai a estratégia era cumprida com o tempo e vontade politica de ambas as partes para chegarmos a esse denominador comum que seria O CAMPUS UNIFESSPA.
 O QUE TEMOS AQUI?
A tentativa de não haver veto na câmara Federal e um ENCURTAMENTO do caminho da tão sonhada UNIFESSPA.
 O QUE FOI GARANTIDO PARA A UFPA?
1. 20 MILHÕES DA VALE – para a construção de uma estrutura que FUTURAMENTE torne-se um campus.
2. 01 ÁREA DOADA PELA PREFEITURA MUNICIPAL – onde será construída a estrutura para receber um futuro campus da UFPA.
3. E PELA UFPA? - baixar um decreto tornando a estrutura mínima que já temos em um NÚCLEO universitário e aos poucos enxerta-la para que tenha condições dentro de alguns anos torna-se CAMPUS.
 O QUE ACONTECEU NO DIA 30 DE OUTUBRO EM BRASÍLIA???
Votação da emenda parlamentar que volta o campus da UNIFESSPA A PARAUEPEBAS.
Devido às dificuldades postadas diante o parlamento de possível veto do projeto completo, onde inclui todos os campi, o UFPA, a COMISSÃO DE IMPLANTAÇÃO DA UNIFESSPA E DEPUTADOS FEDERAIS, decidiram por unanimidade aprovar um NÚCLEO E NÃO UM CAMPUS para o nosso município. Caso contrário voltaríamos ao ponto zero, tudo recomeçaria, o projeto piloto da UNIFESSPA recomeçaria novamente e estaríamos ainda mais longe do nosso objetivo.
A relatoria da comissão de Finanças fez o relatório com esta justificativa, prevendo este veto da presidenta Dilma e atualmente estamos na perspectiva de aprovação na ultima comissão de justiça, para só assim o projeto por completo chegar ao senado e ainda este ano esta peregrinação se encerrar com aprovação e inicio da implantação da mesma.
 E ESTAMOS SATISFEITOS???
É claro que não!!!
O fato de termos uma UNIVERSIDADE RURAL, não inviabiliza a UNIFESSPA. Já entendemos que o governo federal quer provar que a UFRA é o suficiente e que eles entendem que moramos numa área que é gerida apenas pelo agronegócio, puts apenas pelo agronegócio??? Para tanto esta até havendo já a implantação do curso de administração pela UFRA, PARA NOS PROVAR QUE A UFRA TEM A CAPACIDADE DE GERIR CURSOS DE HUMANAS E ETC. TUDO BEM!
Mas está ai mais uma conquista, a UFRA passa idealizar estes novos cursos a partir do momento que o movimento social vai as ruas e diz que não quer só cursos de agrárias e por isso só a UFRA NÃO SERVIA, queremos mais.
SIM QUEREMOS MAIS! O QUE A GENTE QUER É EDUCAÇÃO!!! ISSO É DEVER DO ESTADO!!
OFERTAR 150 VAGAS NA UFRA não é o suficiente no universo de aproximadamente 5 mil estudantes que saem do ensino médio por ano!
MAIS VOLTANDO AO ASSUNTO...A UNIFESSPA FOI VETADA OU NÃO???
É CLARO QUE NÃO, o que aconteceu é que somos apenas um núcleo, mas a estrutura que esta sendo nos dada é que falamos no inicio, temos condições de tornamos campus dentro de poucos anos.
Resta não nos esquecermos de estar sempre na luta!!!
 É O QUE VAI ACONTECER DE AGORA EM DIANTE?
Vamos fazer o nosso dever enquanto cidadãos que sabem o seu dever e seu direito, VAMOS A LUTA!
O FATO agora é lutar para tudo isso chegar logo e o vestibular tornar-se realidade, e nossos estudantes tenham a oportunidade de ingressar em uma graduação, pois esse papo que todo mundo vai estudar fora é MENTIRA, ficam mesmo é sem graduação, pouquíssimos tem condições de estudar fora.
E VOÇE QUE ESTA AI SENTADO LENDO ESSE TEXTO SINTA-SE CONVIDADO A ESTAR CONOSCO, NÃO APENAS NA INTERNET, MAS NAS RUAS, POIS A LUTA SÓ COMEÇOU, MUITO TEMOS A FAZER!!!
VAMOS A LUTA, ONTEM, HOJE E SEMPRE!!!

Saudações,

UNE – União Nacional de estudantes em Parauapebas/PA.
UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas em Parauapebas/PA.